Tatuar-se nem sempre foi uma prática corriqueira e aceitável na cultura ocidental. Inclusive as tatuagens somente chegaram ao velho mundo, depois que o famoso explorador,  navegador e cartógrafo, Capitão Cook retornou de uma de suas viagens à região do Pacífico e contou todos – ou quase todos – os segredos relacionados à cultura Maori, em particular. Cook teria ficado muito impressionado de ter visto a população regional tatuar-se, além de outras práticas que eles faziam para adornar o corpo.

 

Os desenhos, as cores das tatuagens estavam ligadas diretamente às questões culturais e religiosas. As apresentar as técnicas para o ocidente, elas de forma bem rápida foram disseminadas, assim como cultuadas entre os nobres. Isto em 1760.

 

E foi a Era Vitoriana que a tatuagem começou a ganhar força no ocidente. As mulheres nobres começaram, por diversas razões, a marcarem seus corpos. Elas faziam pequenas tatuagens nos braços ou pernas, com os nomes de seus maridos. Algumas preferiam fazer os desenhos de joias que fossem adornos permanentes.

 

As técnicas aplicadas ainda eram bem rudimentares, por vezes, feitas até mesmo por maridos e pais que as usavam como placas de treinamento. Mas, quando a tatuagem  se popularizou, chegando até as camadas mais populares, as mulheres nobres deixaram de lado a prática e passaram a retaliar as mulheres que se tatuavam. Vale salientar que as que continuaram a se tatuar pertenciam às camadas menos abastadas.

 

Algumas mulheres, entretanto, podem ser tidas como pioneiras na área da tatuagem,  quer porque foram as primeiras a apareceram com os corpos todos tatuados, quer seja pelo fato de se tornarem as primeiras mulheres tatuadoras.

 

Irene Woodward é uma delas. Também conhecida na história como “La Belle Irene”, ela foi uma das primeiras mulheres a realizar performances como mulher tatuada, isto ainda em 1880. Sua estreia aconteceu em Nova Iorque e lá trabalhou por vários meses até seguir viagem à Europa, onde fez grande sucesso também. Trabalhos durante 15 anos em circos. Irene teria sido tatuada pelo pai e depois, por um aprendiz dele.

 

Outra mulher que foi pioneira na arte da tatuagem foi Maud Wagner. Ela é a primeira tatuadora mulher que se tem notícia e documentação na história. Para aprender a tatuar, teve diversos encontros amorosos com o futuro marido Gus, em troca de aulas de tatuagens. Foi também trapezista, contorcionista de circo. Maud, ao lado do marido e da filha, foram os primeiros a utilizarem uma máquina de tatuagem elétrica.

 

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